terça, 08 fevereiro 2011 11:19

Executivo aposta em Energias Limpas, como factor de Desenvolvimento

 Energias_Limpas

Novos projectos ligados a energia eólicas, sistemas fotovoltaicos e solares num total de 216 infra-estruturas, serão implementados em breve pelo Ministério da Energia e Águas, o anuncio de novos projectos do Sector, foi feito ontem ( 07-02-11) pela Ministra, Engenheira Emanuela Afonso Vieira Lopes, quando discursava no abertura da 1ª Conferência Nacional Sobre Energias Limpas que decorreu no anfiteatro da Edel, que teve como lema “Electrificar Angola com Energias Limpas”.

O projecto vai beneficiar escolas, postos médicos, sistemas de bombagem de água, administrações públicas das localidades, residências e postos policiais, no total serão beneficiadas 36 localidades. A Ministra adiantou ainda que foram concluídos estudos do potencial eólico da Baía dos Tigres e o mesmo no Tómbua na província do Namibe.

Emanuela Vieira Lopes, alertou que na análise a energia eólica, como fonte inesgotável de energias, deve se ter em conta a chamada poluição e sonora dos cata-ventos, assim como a morte dos pássaros, o que provoco o desequilíbrio ecológico

Sobre a realidade Angolana, a governante sublinhou, que após analise das vantagens e desvantagens das principais fontes de energias, a condições de escolher as energias alternativas, o que deve acontecer com base na situação concreta de cada lugar.

“O Ministério fará um concurso público de trinta estudos preliminares e dois de viabilidade técnico-económica para a construção de mini aproveitamentos hidroeléctricos em regime de boot”, finalizou.

O acto de encerramento foi orientado pelo Secretário de Estado de Energia, João Baptista Borges, que também foi um dos oradores do encontro. João Baptista Borges dissertou sobre o tema “ As Energias Limpas  como Factor de Desenvolvimento”.

De acordo com o responsável, que dissertava na primeira Conferência Nacional sobre Energias Limpas, dos 18 mil mega wotts de energia do potencial hídrico que Angola tem, apenas 800 são explorados, o que se traduz em quatro porcento.

 Nesta ordem, considerou que a água para além de ser um recurso barato e limpo, em Angola ela está ao alcance de qualquer região.

João Baptista Borges contabilizou um total de 47 bacias hidrográficas e uma superfície de 505 mil quilómetros quadrados, o que faz com que Angola possa estar em segundo lugar na África subsariana, em termos de capacidade hídrica.

No encontro, organizado pelo Ministério da Energia e Águas e pela Embaixada da Noruega, participaram membros do Governo, organizações especializadas em energias renováveis, técnicos de vários sectores, entre outros.

 

 

 

Modificado em terça, 08 fevereiro 2011 11:29